COM.COM
Comunidades comunicando
VISÃO
O COM.COM pretende ser uma plataforma de comunicação entre as comunidades
do nosso país. E essa comunicação visa a partilha dos casos de sucesso de cada
uma dessas comunidades. Desse modo se pretende emular a melhoria dos padrões de
cidadania, serviço público, empresarial, voluntário, religioso, comunitário e
profissional.
O propósito essencial é o de trazer para as luzes da ribalta os bons
exemplos de serviço às comunidades sejam eles protagonizados por indivíduos ou
colectividades. O mote desse propósito é simples e claro – VOCÊ PODE FAZER MAIS
PELA SUA COMUNIDADE E SER MELHOR CIDADÃO.
O COM.COM está absolutamente convencido de que a partilha e emulação de
casos de sucesso e de exemplos de pessoas e instituições dedicadas à sua
comunidade vai ajudar a consolidar o espírito e a prática de boa cidadania e de
bom serviço às comunidades.
OBJECTIVOS
O projecto COM.COM pretende igualmente contribuir para o desenvolvimento de
uma cultura democrática e para a melhoria do serviço público às comunidades
trazendo para as luzes da ribalta aqueles cidadãos, líderes e instituições mais
destacados.
No âmbito do projecto COM.COM esse propósito pode e deve ser alcançado
mediante uma concorrência, sã e aberta, entre servidores públicos. Emulados
pela máxima de melhor servir as suas comunidades, os seus líderes, servidores e
instituições mais destacados, encontrarão no COM.COM uma canal para dar
visibilidade ao seu trabalho e de os compensar – moral e publicamente – pelo
seu empenho e dedicação.
O COM.COM vai assim ajudar a criar uma plataforma legítima e transparente
de competição entre os líderes, servidores e instituições de cada uma das
comunidades do nosso país e, também entre as várias comunidades entre si.
As comunidades que se destacarem na criação de soluções que promovam o seu
desenvolvimento e o aumento da produção e serviços, a diminuição do desemprego,
da criminalidade, a melhoria dos serviços de educação, saúde, água, energia e
transportes, vão ver os seus casos de sucesso destacados através do COM.COM. E
dessa forma partilhados e adaptados às realidades de outras comunidades.
O maior objectivo do COM.COM é o de ajudar a transformar o serviço público
e às comunidades numa plataforma democrática de excelência pelo próximo e pelo bem
comum. Plataforma que pode igualmente ajudar a promover esses valores e os seus
intérpretes mais empenhados.
FASEAMENTO
O Projecto COM.COM vai ser implementado de forma faseada e com a sequência
que se sugere, nomeadamente:
- Validação do princípio de alternância democrática - como forma não violenta de governação e desenvolvimento das comunidades - mediante o inquérito e auscultação às comunidades dos municípios que já viveram essa experiência (Poder na oposição, oposição no poder)
- Criação de uma rede nacional de correspondentes comunitários e seu respectivo jornal electrónico com base nos enumeradores envolvidos no inquérito anterior (site COM.COM)
- Emular as boas práticas e os casos de sucesso no serviço às comunidades através da rede nacional de correspondentes comunitários
- Realizar regularmente inquéritos sobre a qualidade de vida e satisfação da comunidade e mediante a rede nacional de correspondentes comunitários divulgar os nomes das pessoas e instituições e as suas histórias de bom serviço às comunidades
- Sempre que possível promover encontros entre representantes das comunidades participantes no COM.COM para troca de experiências e permanente actualização do rumo e futuro da actividade do COM.COM.
PRIMEIRO PROJECTO DO COM.COM
ALTERNÂNCIA MUNICIPAL – PODER NA OPOSIÇÃO E OPOSIÇÃO NO PODER
Introdução
O projecto COM.COM pretende oferecer às comunidades do nosso país a
possibilidade de partilharem entre si as experiências de governação municipal.
Muito particularmente pretende-se saber que experiências e lições foram
aprendidas por essas comunidades nos processos de alternância democrática que
ali já tiveram lugar.
1.
Objecto
As cidades de Angoche, Beira, Ilha de Moçambique e Nacala são o objecto
central do nosso projecto.
2.
Universo
de Entrevistados
COM.COM pretende entrevistar pelo menos cem (100) pessoas em cada uma
dessas cidades. O número dos entrevistados vai variar com a população
respectiva desses municípios.
Desse universo de cerca de cem entrevistados os membros e dirigentes dos
Partidos abrangidos não devem exceder a taxa de vinte por cento. Os restantes
oitenta por cento dos entrevistados devem ser oriundos da comunidade,
trabalhadores (formais e informais), empresários, líderes religiosos e
comunitários, OCBs e líderes de organizações da mulher e da juventude, média
local, pessoal afecto à provisão de serviços públicos básicos à comunidade.
Sempre que possível a proporção de cada um desses grupos de entrevistados
deve corresponder à proporção desses sectores na demografia desses municípios.
3.
Abordagem
Porque os processos de alternância municipal estão dissociados daqueles que
são os processos dominantes dos respectivos partidos pretende-se uma abordagem
centrada nas comunidades e membros de base das organizações políticas.
Vai se dar particular ênfase à identificação de tendências e processos que
estejam a maturar ao nível das bases e que possam ajudar a desenhar o futuro da
alternância noutros municípios e noutros escalões da governação.
Atenção especial vai ser prestada às modificações sociais e económicas que
possam estar a começar a ter lugar por força de processos – negativos ou
positivos – ligados ao processo de alternância.
Metodologia
O método principal de trabalho vai ser a entrevista. A entrevista tem de
trazer elementos válidos e representativos e por isso vai ser mais importante
determinar a qualidade do que a quantidade dos entrevistados. Para além da
grelha de entrevistados já mencionada no ponto 2., as entrevistas vão obedecer
a uma rota de pesquisa que visa no essencial determinar
(i)
Se
existe uma estrutura local de “checks & balances”
(ii)
Como
é que essa estrutura condiciona a evolução dos actores políticos e a qualidade
do seu serviço às comunidades
(iii)
Resultados
tangentes dessa evolução ou de estagnação
(iv)
Lições aprendidas e válidas para o futuro da
comunidade e para outras comunidades e escalões de governação e,
(v)
Em
que medida esses processos ajudam à construção de uma cultura democrática e
antecipação de cenários democráticos futuros
4.
Indicadores
O Projecto COM.COM vai ser avaliado e considerado em função dos seguintes
indicadores:
- · Dimensão e qualidade do universo de entrevistados abrangidos e das suas respectivas contribuições
- · Representatividade dos entrevistados em função da demografia da área correspondente
- · Validade das lições aprendidas que vai trazer à superfície
- · Inovação e antecipação que vai trazer para a qualidade de vida das comunidades e dos municípios
- · Contribuição para o desenvolvimento de uma cultura democrática e de inclusão em Moçambique
- · Antecipador de cenários democráticos aprofundados e,
- · Catalisador das transformações internas nas forças políticas que disputam a alternância
5.
Estrutura
e Processo de trabalho
O projecto pretende trabalhar com uma mesma equipa de pesquisa, entrevista
e redacção para todas as cidades abrangidas. Para além do
coordenador-investigador a equipa deverá contar com o apoio de uma especialista
em assuntos da mulher e de um outro especialista em assuntos da juventude.
Esta equipa de três pessoas fará todo o trabalho desde a pesquisa, às
entrevistas e até à redacção. Não se prevêem outras contratações de pessoal
permanente.
6.
Custos
antecipados
Custos do pessoal permanente, deslocações, alojamento, material informático
e gráfico de impressão e custos locais associados ao processo de entrevistas.
7.
Prazos
e formato das conclusões e relatório
Para realizar o processo nas quatro cidades prevê-se um espaço de quatro
semanas para cada município e mais quatro semanas para preparação e outras
tantas para conclusão, assim consideradas:
ANGOCHE
|
BEIRA
|
ILHA
|
NACALA
|
|
1º mês
|
preparação
|
preparação
|
preparação
|
preparação
|
2º Mês
|
Entrevistas e
elaboração do
Relatório parcial
|
|||
3º Mês
|
Entrevistas e elaboração
do
Relatório parcial
|
|||
4º Mês
|
Entrevistas e elaboração
do
Relatório parcial
|
|||
5º Mês
|
Entrevistas e elaboração
do
Relatório parcial
|
|||
6º Mês
|
Conclusões
finais e
Entrega do
Relatório Final consolidado
|
Conclusões
finais e
Entrega do
Relatório Final consolidado
|
Conclusões
finais e
Entrega do
Relatório Final consolidado
|
Conclusões
finais e
Entrega do
Relatório Final consolidado
|
Esboço síntese do projecto da autoria de ÁLVARO ALÇADA PADEZ CORTESÃO
CASIMIRO
Outubro de 2011 -3ª versão datada de 26 de Outubro de 2011
Anexo
Estrutura PROVISÓRIA de checks and balances que deve ser adaptada a cada município
Factos,
indicadores e estrutura de CHECKS&BALANCES
|
SIM
|
NÃO
|
Rádios
independentes
|
||
TVs
independentes
|
||
Liga de Direitos
Humanos
|
||
Jornais
independentes
|
||
IPAJ
|
||
Ordem dos
médicos
|
||
Ordem dos
engenheiros
|
||
Associação
dos Economistas
|
||
Ordem dos
auditores
|
||
Observatório
da Pobreza
|
||
Universidades
alternativas à UEM
|
||
Partidos de
oposição
|
||
Escrutínio publico do poder político
|
||
Prestação de contas dos deputados aos círculos
eleitorais
|
||
Liberdade
religiosa
|
||
Censura
informativa
|
||
Funcionamento
local dos tribunais
|
||
Papel da mulheres e juventude nos processos e
decisões locais
|
||
Pessoas circulam livremente em todo país
|
||
Impacto da actividade do conselho de concertação social
|
||
Impacto da actividade das centrais sindicais
|
||
Anexo da autoria de ÁLVARO ALÇADA PADEZ CORTESÃO CASIMIRO
Outubro de 2011

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